PRIMAVERA SOUND SÃO PAULO: PRIMEIRO DIA DE FESTIVAL TEVE MUITA MÚSICA INDIE E SONORIDADES EXCÊNTRICAS

A primeira edição do Primavera Sound no Brasil começou com o pé direito apesar do céu nublado, ameaça de chuva e longos congestionamentos para chegar no festival, isso não foi suficiente para atrapalhar o evento que chegou quebrando tudo em terras brasileiras

O festival contou com 5 palcos espalhados: o primeiro era o palco Elo que contava também com uma arquibancada com acessibilidade para pessoas com deficiência e também para quem queria curtir o show sentado. O segundo palco intitulado palco Primavera onde se apresentaram algumas das principais atrações. Já o terceiro era o Auditório Barcelona, um espaço no interior do Distrito Anhembi onde o objetivo era trazer uma atmosfera mais intimista e única, com o som bem acústico e artistas que queriam mostrar a sonoridade aguçada. O Bits foi o quarto palco e pista eletrônica se preferir, era um local fechado mas com bastante espaço pra não deixar ninguém com calor, o que seria meio difícil de acontecer, visto que São Paulo está passando por um frio bem forte nesse período. Chegando no quinto palco o Becks, você encontrava árvores e um dos maiores espaços para se movimentar, por aqui é onde passaram algumas das principais atrações também.

Créditos: Pridia (@pridiabr)

Para começar, o auditório Barcelona, escolhido por muitos para iniciar as apresentações do dia, contou com shows da artista baiana Josyara, Tim Bernardes, Giovani Cidreira, entre outros e trouxe aquele clima de jam sessions em cada uma das apresentações.

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Performances destaque

Incompreendida por muitos, Bjork se esforçou no palco BECKS e trouxe uma orquestra para se apresentar como complemento do seu show. Foi pura arte, justamente por isso, o público que estava ali para conferir atrações mais óbvias, se evadiu do palco. 

Já no palco Bits que é a pista eletrônica, o show do trio Sangre Nueva levantou o astral com um reggaeton agitado pra quem chegava no final da tarde no evento e queria escutar algo agitado. Logo em seguida se apresentaram Cashu em parceria com Isabella e seguraram muito bem o techno fervente durante duas horas até a apresentação do DJ estadunidense Seth Troxler que trouxe mais uma vez as produções autorais e alguns clássicos para o Brasil.

Créditos: Pridia (@pridiabr)

Um dos destaques da noite sem dúvida foi o show da banda inglesa Arctic Monkeys que se apresentou no palco Becks. Com toda a banda bem animada, os fãs e o público se jogaram nos riffs de Alex Turner ao estilo Elvis e companhia.

Créditos: Pridia (@pridiabr)

Acessibilidade e espaços amplos

O festival com certeza soube conversar muito bem com o público que esperava algo além de música. A estrutura contou com banheiros unissex, postos para tomar água, acessibilidade foi um dos pontos fortes e a pulseira facilitou bastante para não gerar grandes filas, não significa que as filas não aconteceram, elas estiveram lá mas não em grande escala como vemos em diversos festivais por aí. Outro ponto que contou para o bom funcionamento foram os estacionamentos dentro do festival para quem desejou guardar o carro em lugar seguro e na saída organizada para o público que quisesse ir embora de táxi ou carro de aplicativo.